Decisões que tomei em 2024
Toda essa loucura por curtidas, compartilhamentos e atenção na internet tem bagunçado minha cabeça.
Minha mente se abriu quando peguei o celular para enviar uma mensagem e, depois de um tempo assistindo a vídeos curtos, olhei a hora e... BOOM! Três horas haviam se passado. "Para onde foram essas três horas?", foi a pergunta que me fiz. Eu não lembrava de nada. Não ao pé da letra, claro, eu estava assistindo, mas não absorvi nada daquele conteúdo: dancinhas, trends, animais traquinos, pessoas bonitas fazendo careta para a câmera...Naquele dia, parei e pensei: "O que estou fazendo da minha vida? Tenho tantos sonhos, tantos hobbies que gostaria de ter, tanta coisa que quero aprender, e estou aqui perdendo meus dias com essa bobagem sem fim."
Então, deletei quase todas as redes sociais de vídeos curtos do meu celular. Infelizmente, o YouTube tem os shorts, e esta que vos escreve não sabe se é possível desativá-los; às vezes, ainda me pego perdendo tempo por lá.
Mas devo admitir que já sinto uma melhoria significativa na minha vida. Esta semana, por exemplo, fiz algo que não conseguia há anos: terminei um livro (curto) em três dias! (O livro, no caso, é Laranja Mecânica, e vou falar dele em outro post.)
Além disso, consegui focar em outros hobbies. Atualmente, estou fazendo chaveiros de celular — sim, como aqueles de antigamente. Também voltei a costurar e estou escrevendo um livro que planejei há muitos anos. Agora, consigo me concentrar melhor nos estudos da faculdade (design de moda).
Sei que estar fora das redes sociais pode dar a sensação de estar "desatualizado", e realmente acabamos perdendo algumas tendências. Mas a vida não é feita só disso. Perdemos nossa essência em vários aspectos: sonhos, desejos de consumo e até no nosso estilo pessoal de vestir... Consumindo deliberadamente esses conteúdos de ostentação (muitas vezes forjados), nos forçamos a buscar o que vemos apenas para estar dentro dos "padrões".
Recentemente, li uma notícia de que muita gente tem deletado as redes sociais e, sinceramente, espero que isso se torne comum. Não, não digo para você sair de tudo, mas se lembra de como usávamos a internet lá por 2008-2010? A gente entrava para falar com um amigo sobre algo legal que aconteceu no dia, ou escrevia um post sobre um pensamento "inovador", ou ainda postava fotos de momentos queridos para pessoas queridas. E hoje, nos tornamos escravos desse sistema que só visa lucrar com nosso tempo, nossas emoções, tirando nosso foco, nos deixando deprimidos e com a sensação de fracasso. Precisamos voltar um pouco ao que éramos.
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